Sistema FAEP apoia mobilização da ADAPAR contra a raiva dos herbívoros

Sistema FAEP apoia mobilização da ADAPAR contra a raiva dos herbívoros

Entre os dias 29 de setembro e 1º de outubro a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (ADAPAR) mobilizou cerca de 40 servidores na campanha “Adapar Educa a Campo – Enfrentamento contra a Raiva dos Herbívoros”. A ação tem com o objetivo conscientizar sobre a raiva e recebeu o apoio institucional do Sistema FAEP, que viabilizou a impressão de todos os panfletos utilizados na mobilização.

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De acordo com a Agência, o objetivo da ação era levar informação e reforçar a importância da prevenção, uma vez que a raiva é uma zoonose, ou seja, afeta tanto animais quanto seres humanos e pode ser fatal. A campanha percorreu os municípios de Cascavel, Catanduvas, Ibema, Campo Bonito, Corbélia, Três Barras do Paraná, Quedas do Iguaçu, Laranjeiras do Sul, Medianeira, Lindoeste, Matelândia, Braganey, Iguatu, Guaraniaçu e Diamante D’Oeste.

“Este projeto tem o objetivo de conscientizar e engajar diferentes públicos, não só os produtores rurais, mas também médicos veterinários da iniciativa privada, profissionais das prefeituras, comerciantes de produtos veterinários, agentes de saúde e estudantes”, explica a chefe da Divisão de Raiva dos Herbívoros da Adapar, Elzira Pierre.

Na manhã do dia 02 de outubro, ocorreu a cerimônia de encerramento do mutirão no auditório da Associação de Municípios do Oeste do Paraná (AMOP). Na ocasião, o Sindicato representou a Federação da Agricultura do Paraná.

Paulo Orso e Paulo Vallini participam da mesa de honra durante encerramento da mobilização da ADAPAR contra a raiva dos herbívoros
Paulo Orso e Paulo Vallini representaram o Sindicato Rural, Sistema FAEP e Programa Oeste em Desenvolvimento de Cascavel na cerimônia da ADAPAR

“A Federação não poderia estar junto nessa caminhada. Pela primeira vez eu vejo, no oeste do Paraná, uma mobilização tão grande onde a integração de todas as prefeituras estão alinhadas e trabalhando juntos”, afirmou o Presidente do Sindicato Rural de Cascavel, Paulo Orso.

O diretor secretário da entidade, e também representante do Programa Oeste em Desenvolvimento (POD), Paulo Vallini, reforçou a importância do combate a raiva nos municípios lindeiros e próximos ao Parque Nacional do Iguaçu.

“Temos um problema sério de raiva bovina. Está sempre acontecendo, as vezes em maior e menor intensidade, mas é recorrente. Isso causa prejuízo a muitos produtores rurais. O Programa Oeste em Desenvolvimento vem auxiliando principalmente na divulgação”, explica Paulo Vallini.

Como funcionou a mobilização da ADAPAR?

A ação dos fiscais de Defesa Agropecuária alcança diferentes setores da comunidade regional. Eventos em câmaras municipais, escolas e colégios agrícolas, cooperativas, sindicatos e prefeituras recebem os servidores da para debater o tema e esclarecer dúvidas.

Vacinação é obrigatória!

A campanha “Adapar Educa a Campo – Enfrentamento contra a Raiva dos Herbívoros” se iniciou logo após a portaria nº 368/2025, que tornou obrigatória a vacinação contra a raiva em 30 municípios da região Oeste, incluindo Cascavel.

O produtor tem prazo de seis meses para se adequar à medida que foi adotada em razão do número elevado de focos registrados nos últimos anos e dos riscos à saúde pública. Em 2024, o Paraná confirmou 227 focos de raiva, sendo mais da metade nas regiões de Cascavel e Laranjeiras do Sul.

Até o final de setembro de 2025, já foram contabilizados 170 focos em 41 municípios, sendo 88 somente na região Oeste. A quantidade de pessoas que precisaram de tratamento após contato com animais suspeitos também reforçaram a necessidade da obrigatoriedade.

A raiva é uma zoonose que representa risco tanto para os rebanhos quanto para as pessoas. Transmitida principalmente pelo morcego hematófago, a doença ameaça a saúde humana, já que não há cura após a manifestação dos sintomas. Por isso, a vacinação dos herbívoros e a educação sanitária são as principais medidas de controle.

No Paraná, a Adapar atua de forma contínua para orientar produtores e comunidades sobre a prevenção, com foco na biosseguridade e na vacinação dos rebanhos. A agência destaca que, em casos suspeitos, o produtor deve notificar imediatamente a Adapar.

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